Empresários revelam que faltam pessoas capazes de conduzir o crescimento de suas empresas.

Em época de expansão do mercado brasileiro, há um sintoma de escala global que vem atrapalhando os planos das corporações: a falta de funcionários com perfil para comandar. Segundo a pesquisa Sonhos e Pesadelos dos Líderes Empresariais, realizada em 2011 pelas consultorias Empreenda e HSM, 71% dos 687 empresários entrevistados acreditam que não contam com gestores suficientes para alcançar os objetivos de seus empreendimentos.


Para o diretor do Grupo Selpe e instrutor de seminários de liderança, Hegel Botinha, existe realmente um “apagão de lideranças” no mercado de trabalho. “Algumas vagas de direção e coordenação demoram mais de quatro meses para serem preenchidas. E na maioria dos casos o problema não é o conhecimento, mas sim a inteligência emocional, que é uma competência comportamental bem sólida para lidar com as adversidades e os desafios do mercado”, comenta.


Na avaliação do especialista, a sustentabilidade de qualquer negócio depende da maneira com que elas preparam e desenvolvem seus líderes para os desafios atuais. “Estamos vivendo um tempo de boas perspectivas para os próximos anos. Cada vez mais as empresas vão demandar profissionais que assumam projetos maiores e mais desafiadores”.


E esse apagão de talentos consolidados força as empresas a buscarem novas soluções. “Em meio à dificuldade de encontrar essas pessoas, as instituições têm promovido programas de trainee para reter talentos. São jovens com potencial, mas que precisam ser trabalhados para desempenhar o papel de liderança”, explica.

O que as empresas esperam de um líder

A empresária e representante da Artline Móveis em Belo Horizonte, Túlia Araújo, reconhece que faltam profissionais habilitados para assumir os cargos mais estratégicos. Por isso, a empresa assume para si a responsabilidade de capacitar seus gestores, dando a oportunidade para os colaboradores que já fazem parte da equipe. “Várias características são avaliadas, mas a autoconfiança e a proatividade são as atitudes mais importantes na hora da promoção”, conta.


O mercado busca dirigentes que além de executar, entendam cada parte do processo de trabalho e pensem o desenvolvimento da equipe. Ainda segundo Hegel Botinha, um líder precisa se colocar no lugar do outro, conversar de maneira direta e simples, fazer perguntas com o foco no futuro, além de escutar e reconhecer os avanços de cada um. Com essas habilidades os condutores saberão treinar, coordenar, delegar e supervisionar resultados.


“O autoconhecimento também é importante. Antes de liderar um projeto ou equipes, é necessário ter o controle sobre você mesmo, aprofundar na autoliderança para se impor metas e se disciplinar. Tem que ter noção do seu potencial e sua grandeza, assim como a da empresa. É preciso conhecer os valores, a visão e a missão do local onde exerce suas funções”, ressalta. Para falar sobre o tema a instituição internacional Cóndor Blanco promove no dia 26 de setembro uma palestra gratuita sobre autoliderança. A colonterapeuta e consultora de projetos de vida, Isabel Avendami e o empresário e coach Bernardo Gardini mostram como despertar potencialidades, definir metas prioritárias e alcançar o sucesso profissional a partir de um planejamento.


Palestra “Autoliderança e projetos de vida”

Data: 26 de setembro
Horário: 19h15
Local: Espaço empresarial Minaspetro. Rua Amoroso Costa, 144, bairro Santa Lúcia.

À procura de líderes

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