Móveis de escritório inadequados prejudicam a saúde e diminuem a produtividade

Consultor em ergonomia fala sobre os cuidados na hora de escolher o mobiliário de uma empresa.

A escolha correta dos móveis de uma empresa é tão importante quanto a de um bom profissional. Um mobiliário inadequado pode provocar dores musculares, dores de cabeça e até mesmo sérios problemas de saúde ao usuário, como lordose lombar, DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) e LER (Lesões por Esforços Repetitivos), segundo consultor de ergonomia da Artline - uma das maiores indústrias de móveis ergonômicos para escritório no país - e membro da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Derly Araujo.


“Existem legislações específicas para algumas atividades. No caso do Call Center, por exemplo, a normativa NR17 determina padrões para um ambiente seguro e confortável. Mas mesmo nos outros setores os empresários estão se conscientizando da importância de promover a qualidade de vida do funcionário no ambiente de trabalho. As pessoas passam a maior parte do seu dia desempenhando suas atividades profissionais e executá-las em local com móveis adequados é importante para evitar acidentes, prevenir doenças e contribuir na produtividade da empresa”, comenta. Para evitar erros na hora de mobiliar o escritório ele fala sobre alguns cuidados a serem tomados.


Ambiente de trabalho
Segundo o consultor, o primeiro passo é medir o tamanho do espaço disponível e analisar quantas pessoas ocuparão o local, observar o nível hierárquico de cada uma e as atividades que serão desempenhadas. “Também é preciso ter sempre o cuidado para que o local não deixe a sensação de “enclausuramento”, que é como estar dentro de uma caixa. Assim, o calor, o frio, a circulação de ar, a luz natural, a acústica e possibilidade de visualizar os colegas de trabalho precisam ser levadas em consideração.


A partir dessas informações é possível analisar a melhor maneira de organizar o ambiente, determinando o número de mesas, de computadores, de pontos de internet, energia e telefone; quantas pessoas irão atender clientes pessoalmente para definir a quantidade e disposição de cadeiras, além de verificar se o ambiente terá sala de espera para mobiliar com sofás ou cadeiras, por exemplo”, explica.


“As cores podem motivar, relaxar ou até mesmo gerar estresse nas pessoas que ocupam o ambiente. Por isso é preciso escolher cores não apenas pela combinação e pelo design, mas pela sua funcionalidade. A iluminação do espaço também pode interferir positiva ou negativamente, conforme a atividade a ser desempenhada. Pessoas que precisam de leitura e trabalhar no computador precisam de mais luz, mas se a necessidade é receber um cliente ou realizar uma reunião aí a iluminação não precisa ser tão intensa e pode focar mais em conforto”, explica.


Mesas
A altura das mesas pode variar de 72 cm a 76 cm, dependendo da estatura da pessoa que vai ocupar o local. Por isso a dica é, na hora de comprar, escolher mesas com regulagem de altura.

 

Questões como a resistência e acabamento do produto exigem atenção redobrada. “O ideal é dar preferência a produtos que possuam certificações, como a da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). São diversas normas e especificações técnicas que padronizam o mobiliário e asseguram conta acidentes e problemas de saúde”, alerta.
 

Para evitar reflexão indevida de luz, a superfície de estação de trabalho precisa ser de material fosco. O especialista alerta ainda que a borda de contato com o usuário deve ter um raio mínimo de 2,5 mm, ou seja, levemente arredondada para evitar que em longo prazo haja estrangulamento dos tendões flexores dos punhos, prejudicando a mobilidade das mãos.
 

A disposição das gavetas também é importante. “Se a mesa tiver uma gaveta muito grande, ela trava a cadeira e atrapalha a pessoa a se aproximar do computador. Ao se esforçar para aproximar do computador com uma postura incorreta ele pode ter dores nas costas”, conta.  Por isso, a indicação são gaveteiros separados.


Cadeiras
“Percebeu-se que a maioria das pessoas não sabe regular as cadeiras que utiliza. Não se preocupa com isso, acha que se não sente dores agora, não vai sentir nunca. Mas a postura errada e o acumulo diário de esforço é o que provoca os problemas de saúde”, comenta.

 

O assento deve ser regulado para que os joelhos fiquem discretamente abaixo do quadril e os pés estejam totalmente apoiados no chão. Para as mulheres, é aconselhável regular a altura com frequência, já que o salto do sapato pode variar a cada dia. Se ainda sim a pessoa não conseguir apoiar o calçado no solo, é aconselhável o uso de descanso para pés. Já a regulagem de inclinação do encosto deve variar entre 90 e 110 graus evitando a imobilidade corporal.
 

Respeito ao meio ambiente
A sustentabilidade está em alta e em muitos casos já não interfere mais no preço. “As empresas com sistemas de gestão de qualidade buscam comprar de fornecedores certificados e que cuidam do meio ambiente. Nesse caso, é importante pesquisar certificações e ações sustentáveis realizadas pela indústria em prol do dessa causa”, destaca.

Sobre a Artline
Com mais de 20 anos de atuação no mercado nacional, a Artline desde 2005 passou a se dedicar exclusivamente a fabricação de móveis para escritório, figurando entre as cinco maiores indústrias do segmento no país. Com um parque industrial de mais de 15 mil metros quadrados, a Artline está localizada no Distrito Industrial de Aracaju, onde conta com quase 300 colaboradores.  Atualmente, possui 16 lojas por todo o Brasil, sendo uma em Belo Horizonte.

 

Com o intuito de atender as necessidades de seus clientes, a Artline possui uma equipe de engenheiros, projetistas e ergonomistas especializados em mobiliários corporativos que desenvolvem produtos que sejam funcionais, ergonômicos e com design diferenciado. Dentro de rígidos controles de qualidade, a empresa possui certificações da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas e possui o selo Ecolabelling que assegura ações em prol do meio ambiente.

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